Abertura oficial marca início da colheita do tabaco da safra 2026/2027 em Vera Cruz
Evento reuniu representantes do setor e contou com a participação dos secretários da Seapi e SDR
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O início da colheita do tabaco da safra 2026/2027 foi marcado por um evento nesta sexta-feira (6/11), em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. A 8ª Abertura Oficial da Colheita ocorreu na propriedade de Alceu e Eliane Tornquist, em Linha Progresso, e contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, do secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Alexandre Scheifler, além de representantes de instituições e entidades ligadas à cadeia produtiva.
O casal cultiva tabaco há quase 30 anos e mantém uma propriedade de 7,5 hectares, onde foram plantados 90 mil pés da cultura. Na safra 2025/2026, a produção ultrapassou 13 toneladas, o equivalente a 900 arrobas. Para a atual temporada, os produtores projetam alcançar resultado semelhante. A propriedade também mantém a produção de grãos nas áreas utilizadas após a colheita do fumo.
No encontro, Madalena destacou a importância da interlocução entre o poder público e os diferentes segmentos da cadeia produtiva. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, mantida pela Secretaria da Agricultura, é um dos espaços de articulação entre produtores, indústrias, entidades representativas e instituições públicas para discutir os desafios e as perspectivas do setor.
“Em nome do governo do Estado, quero deixar nosso reconhecimento a todos os produtores. Esta nossa região é um exemplo muito claro da força da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, que compete com outras commodities em geração de divisas e exportações”, ressaltou o secretário.
Para Scheifler, o tabaco tem grande importância para a agricultura familiar e para a economia de municípios como Vera Cruz. “A abertura da colheita é uma oportunidade de reconhecer o trabalho das famílias produtoras e fortalecer o diálogo entre o poder público e o setor, em busca de condições para o desenvolvimento da atividade e a geração de renda no meio rural. É uma cadeia que precisa olhar para frente, com foco na diversificação produtiva, na negociação de preços, na mitigação de riscos climáticos e no atendimento às exigências socioambientais” analisa.
Produção e mercado
O Rio Grande do Sul é o principal produtor e exportador brasileiro de tabaco. Conforme o balanço final da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a safra 2025/2026 registrou 286.603 toneladas no Estado, em uma área de 132.076 hectares, com a participação de 67.815 famílias produtoras. A receita bruta alcançou R$ 5,071 bilhões.
O presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, destacou a importância econômica do fumo para os pequenos agricultores da região. “Muitas famílias não conseguiriam se manter em suas propriedades se não fosse o tabaco. A cultura representa uma fonte de renda que contribui para a dignidade, a qualidade de vida e a permanência das famílias no meio rural, além de permitir a continuidade da produção de alimentos”, disse.
Em 2025, as exportações gaúchas de tabaco e seus produtos somaram US$ 3,048 bilhões, com 513,6 mil toneladas embarcadas para 90 países. O tabaco foi o terceiro principal produto da pauta de exportações agropecuárias do Estado em valor, atrás do complexo soja e das carnes.
Vera Cruz ocupou a 12ª posição entre os maiores produtores gaúchos na safra 2025/2026 e a 31ª no ranking nacional, com 7.076 toneladas produzidas por 1.660 agricultores, em 3.455 hectares.