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Atuação da iniciativa privada para geração de crédito de carbono é tema de reunião do Plano ABC+RS

Pauta incluiu panorama atual brasileiro do mercado de carbono e projetos desenvolvidos por subsidiária da Minerva Foods

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Reunião ocorreu de forma remota nesta terça-feira (27/10)
Reunião ocorreu de forma remota nesta terça-feira (27/10)

A atuação da iniciativa privada para a adoção de tecnologias mitigadoras de emissões de gases do efeito estufa e para geração de crédito de carbono foi a pauta discutida durante a reunião do Comitê Gestor do Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+RS), realizada nesta terça-feira (27/10). 

A assessora técnica de sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Amanda Roza, abordou o panorama atual e as perspectivas do mercado de carbono no setor agropecuário brasileiro. “Esperamos, para os próximos meses, a publicação das normas que regulamentem a Lei 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)”, pontuou. 

No país, apesar de o mercado regulado estar em processo de implantação, já há o mercado voluntário em atuação. Um dos desafios é a definição de qual parâmetro será usado para contabilizar os créditos de carbono gerados.

“A gente tem visto que comprovar a adicionalidade não vai ser uma tarefa corriqueira. Sempre gosto de falar que é um pouco de manejo de expectativas: a gente não pode esperar que o preço de carbono seja uma quarta safra do produtor. A ideia é reduzir custos de implementação de tecnologias de fronteira, possibilitando que tecnologias sustentáveis sejam incluídas no campo e que os produtores sejam remunerados”, ressaltou Amanda.

Créditos de carbono no solo

A zootecnista Beatriz Menengotti, que atua na equipe técnica de campo da MyCarbon, apresentou alguns projetos desenvolvidos pela subsidiária da Minerva Foods. “Trabalhamos diretamente com os produtores na geração de crédito de carbono em áreas agricultáveis, por meio de três projetos. Atuamos na geração de créditos de carbono no solo e na geração de créditos de carbono com a redução das emissões”, detalhou.

No momento, a empresa atua na região Centro-Oeste e na Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia), contemplando os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia. “Temos contrato com fazendas dessas regiões que totalizam cerca de 32 mil hectares de monitoramento de reserva de carbono no solo”, contou Beatriz. O contrato com as fazendas é de 10 anos, prorrogável para mais 10 anos; mas estipula que o monitoramento se estenda por 40 anos.

“É visível o ganho de produtividade com a adoção de práticas que aumentem o estoque de carbono no solo. Melhora a saúde e a qualidade do solo, traz maior resiliência climática, maior eficiência produtiva e, em consequência, valoriza a propriedade”,  concluiu.

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