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Câmara Setorial do Leite une-se por pedido de crédito para o produtor e a indústria

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Setor lácteo gaúcho busca linhas de crédito oficiais que viabilizem manutenção da atividade no neste período de pandemia
Setor lácteo gaúcho busca linhas de crédito oficiais que viabilizem manutenção da atividade no neste período de pandemia - Foto: Fernando Dias/Seapdr

Representantes dos produtores, das indústrias e da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) se reuniram nesta terça-feira (14) em videoconferência da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite. O principal pleito foi a oferta de linhas de crédito oficiais que viabilizem a manutenção da atividade no setor lácteo gaúcho neste período de pandemia do coronavírus.

As indústrias reivindicam crédito para estoques e capital de giro tendo em vista que alguns clientes, principalmente do setor de food service, estão solicitando prorrogação dos pagamentos em virtude da suspensão de operações com a quarentena. “As empresas estão solicitando mais prazo. A indústria está entre o produtor e o varejista e não quer repassar esse custo. Temos que achar equilíbrio para manter a estabilidade do setor”, frisou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. Segundo ele, é essencial que o produtor também tenha acesso a essas linhas de crédito de forma a assegurar a manutenção de sua atividade e renda no campo.

O secretário Covatti Filho solicitou um levantamento do volume de recursos necessários e das condições que tornariam essas linhas de crédito viáveis ao setor. Segundo ele, outros segmentos do agronegócio já solicitaram demandas semelhantes e isso precisará ser tratado junto aos bancos ligados ao governo do Estado. Covatti ficou de agendar uma reunião entre o setor lácteo e representantes do Banrisul e Badesul para tratar da questão. 

O diretor de Política Agrícola da Secretaria, Ivan Bonetti, explicou que as resoluções do Banco Central que prorrogaram os custeios e os investimentos do crédito rural aportaram recursos para as cooperativas, disponibilizarão R$ 20 mil por produtor da agricultura familiar e falou do deslocamento de milho para o Estado através do programa Milho Balcão Conab.

O secretário Covatti Filho ainda citou a compra governamental de cestas básicas, o que será feito por meio de recursos da merenda escolar. A aquisição dos kits – que conterão leite em pó – deve auxiliar pelo menos algumas empresas do setor que serão contempladas diretamente.

Coordenada pelo diretor-tesoureiro do Sindilat, Jéferson Smaniotto, a reunião ainda tratou da necessidade de isenções tributárias (Pis/Cofins) sobre adubos, sementes  e medicamentos veterinários. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, citou que a isenção do ICMS que, inicialmente iria até 30 de abril, foi estendida pelo Confaz até 31 de dezembro de 2020. Smaniotto ainda lembrou que é essencial desburocratizar o limite de crédito de forma a permitir que o produtor que já tem seu Pronaf comprometido possa ter linha especial para passar esse momento, principalmente com estiagem.

O setor lácteo também abordou a necessidade de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) para viabilizar a liberação dos altos estoques que se acumulam principalmente nas queijarias gaúchas. “Foram setores impactados duramente pela parada do setor de food service”, alertou Guerra.

Participaram da videoconferência: Sindilat, AGL, Fetag, Ciepel/Simers, Farsul, Fundesa, Senar, Fecoagro, Emater e Seapdr.

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