Indicação Geográfica da erva-mate é destaque no 18º Fórum Florestal do RS, em Não-Me-Toque
Concurso Árvore Gigante do RS também foi lançado no evento
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Símbolo do Rio Grande do Sul, a erva-mate tem raízes, não apenas um código de barras. A ideia foi defendida durante o 18º Fórum Florestal do Rio Grande do Sul. O evento, realizado nesta quinta-feira (12/03), durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, colocou em debate a Indicação Geográfica (IG) como ferramenta de valorização da produção de erva-mate.
Participaram do evento o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, o difusor técnico de Produção Vegetal da Cotrijal, Fernando Cirolini, a representante da Embrapa, Kátia Pichelle, o presidente do Sindimate/RS, Álvaro Bozzetto Pompermayer, o representante do Ibramate, Ismael Rossetti, e o representante do Sebrae, Thales da Rocha Flores.
Indicação Geográfica
O Brasil possui atualmente 154 Indicações Geográficas, das quais 16 estão no Rio Grande do Sul. No setor da erva-mate, a primeira certificação foi conquistada no ano passado pelo Polo Ervateiro Nordeste Gaúcho, na região de Machadinho. A certificação é concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), responsável pelo registro de Indicações Geográficas no País.
Embora haja avanços, o setor ervateiro ainda busca ampliar o reconhecimento para os outros quatro polos produtores do Estado: Alto Uruguai, na região de Erechim; Alto Taquari, na região de Ilópolis; Região dos Vales; e Celeiro Missões.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial Estadual da Erva-mate, Ilvandro Barreto de Melo, a Indicação Geográfica representa mais do que um selo de origem. "A Indicação Geográfica é a prova de que aquele produto, aquela erva-mate, tem raízes e não apenas um código de barras", afirmou. Segundo ele, a certificação envolve todo o processo produtivo, desde a produção da folha até o processamento industrial, além da tradição e do vínculo cultural das regiões produtoras.
A busca pelo registro junto ao INPI conta com o apoio do Sindimate/RS. Para o presidente da entidade, Álvaro Bozzetto Pompermayer, a certificação contribui para ampliar mercados. "A Indicação Geográfica fortalece os polos ervateiros e cria uma identificação com o consumidor. Também pode impulsionar as exportações e o mercado externo da erva-mate", destacou.
Durante o evento, o representante do Sebrae, André Bordignon, apresentou dados que indicam o crescimento do número de registros no País. Segundo ele, nos últimos cinco anos o Brasil passou de 75 para 148 Indicações Geográficas registradas.
Concurso Árvores Gigantes
O 18º Fórum Florestal RS também marcou o lançamento do Concurso Árvore Gigante do Rio Grande do Sul. As inscrições estão abertas até 30 de junho, e podem ser feitas nos escritórios regionais da Emater. A espécie escolhida para esta edição é o angico, árvore nativa que pode atingir até 30 metros de altura. O resultado será divulgado em 21 de setembro, data em que se comemora o Dia da Árvore.
Segundo o professor Dr. Jaime Martinez, docente dos cursos de Biologia e Agronomia da Universidade de Passo Fundo (UPF) e coordenador do projeto, vários parâmetros foram definidos para a escolha do angico nesta edição. “Quando pensamos em escolher a espécie para ser alvo do concurso, definimos alguns critérios. O primeiro é que a espécie precisa ser nativa do Brasil e também do Rio Grande do Sul. O segundo é que ela tenha ligação com a cultura da região. Também é importante que ela tenha relevância para a fauna silvestre e que seja distribuída em todo o território gaúcho”, argumenta Martinez.