Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação

Início do conteúdo

Mudas de butiá-da-serra plantadas em Bom Jesus vêm de árvore com grande produção

Área em Bom Jesus vai ser tema de pesquisa do DDPA/Seapi

Publicação:

butia da serra original de Vacaria
A árvore produz de cinco a seis cachos de butiá de 20/30kg - Foto: arquivo pessoal/Paulo Cezar de Araújo
Por Maria Alice Lussani

A área de três hectares onde o Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) vai realizar a pesquisa do butiá-da-serra, tem história. O produtor rural e proprietário, Paulo Cezar de Araújo, conta que a ideia do plantio do butiá-da-serra começou com uma árvore de butiá que ele tinha na frente da casa, em Vacaria. 

“O butiá ficava na frente da casa onde moro, que era do avô da minha esposa. E olha, a árvore produzia muito bem, na verdade tinha uma produção extraordinária, de cinco a seis cachos com mais de 20/30kg cada um”, conta Paulo Cezar. “Eu via aquela árvore produzindo todo o ano, e fui fazer um suco e tinha um sabor e uma textura diferentes, bom. E via aquelas mudas no chão, e pensei que elas poderiam ser usadas na área que tinha em Bom Jesus, com meu pai. E foi assim que começou”, lembra o produtor.

Mudas de butiá, em Bom Jesus, plantadas por Paulo Cezar de Araújo
Mudas de butiá, em Bom Jesus, plantadas por Paulo Cezar de Araújo - Foto: arquivo pessoal/Paulo Cezar de Araújo

A área tem cerca de duas mil mudas plantadas de butiá-da-serra. “No começo, a gente plantou de forma mais adensada, mas os últimos plantios nós fizemos com espaçamento maior, porque quando os butiás estão muito juntos eles acabam competindo e a produção dos cachos acaba não sendo uniforme”, afirma Paulo Cezar.  A ideia, segundo ele, é chegar a umas três mil mudas nos próximos anos. A produção é vendida para o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) e o que sobra é consumido pelo gado. 

“Eu pretendo me dedicar mais quando me aposentar, tornar um negócio mais rentável. Hoje ainda é um mercado muito restrito, que depende de um investimento, já que é uma fruta nativa. Ainda é como um hobby, um passatempo, mas quando eu tiver mais idade nós, eu e minha esposa, poderemos nos dedicar mais”, diz o produtor.

A pesquisa

A pesquisa que será desenvolvida pelo DDPA/Seapi vai abranger vários estudos, como os de solo, diagnóstico da cadeia produtiva, abelhas e besouros. Veja mais detalhes aqui.

O Butia eriospatha é uma das oito espécies de butiá nativas do Rio Grande do Sul. Ele está presente nos três estados da Região Sul do Brasil e atualmente, encontra-se ameaçado de extinção. “Quanto à pesquisa, eu quero contribuir com o DDPA, estamos à disposição”, afirma Paulo Cezar.

Mais notícias

Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação