Pecuária no bioma Pampa e rastreabilidade bovina são discutidas na COP30
Painel proposto pela Secretaria da Agricultura ocorreu nesta sexta-feira (14/11), em Belém do Pará
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Atualmente em projeto-piloto no Rio Grande do Sul, o sistema de rastreabilidade de bovinos e bubalinos se apresenta como uma ferramenta estratégica para a promoção de um modelo de desenvolvimento sustentável, aliando conservação e produção, especialmente no bioma Pampa. Proposto pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), painel sobre o tema foi realizado nesta sexta-feira (14/11) durante a COP30, em Belém do Pará, no espaço montado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) na Agrizone.
“O Rio Grande do Sul é o único estado que tem o bioma Pampa, e neste bioma a pecuária é praticada com uma simbiose perfeita: não há devastação, degradação do bioma para a produção pecuária. Ela funciona de maneira muito equilibrada, com uma forma muito particular e característica de sustentabilidade ambiental”, destacou o secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena.
O secretário adjunto também apresentou como está o andamento do projeto-piloto de rastreabilidade bovina que a Seapi está conduzindo no estado, com vistas a antecipar os prazos do Plano Nacional de Rastreabilidade no Rio Grande do Sul.
“O Plano Nacional prevê a conclusão da implementação até 2032, mas estamos trabalhando ao máximo para antecipar esse prazo no estado. Com todos os diferenciais que nós temos de qualidade e status sanitário, com a rastreabilidade implementada a pleno, teremos certamente um posicionamento extremamente estratégico no mercado para a carne gaúcha”, pontuou.
O vice-presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, participou do painel como representante do setor produtivo. “Falamos sobre a sustentabilidade da pecuária gaúcha, em especial no bioma Pampa, com todos os seus compromissos e resultados, valorizando o produtor e também mostrando os novos caminhos das rotas de descarbonização, da pesquisa e da rastreabilidade ”, avaliou.
Para o pesquisador Fernando Cardoso, da Embrapa Pecuária Sul, a rastreabilidade bovina se apresenta como uma tecnologia que contribui para o equilíbrio entre conservação ambiental e produção de alimentos de origem animal saudáveis. “Acredito que foi um marco muito importante nessa parceria com a Secretaria da Agricultura, demonstrar como o processo de rastreabilidade que o Rio Grande do Sul está se adiantando em controlar todo o seu rebanho para justamente demonstrar não só a qualidade do produto final, que já é reconhecida, mas demonstrar também toda a segurança e a qualidade do processo”, concluiu.
Estiveram presentes ao painel o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, enviado especial para a Agricultura da COP30, e Renata Miranda, consultora do IICA.