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Projeto piloto de rastreabilidade bovina do Estado é tema no Milk Summit Brazil

Segundo dia do evento, em Ijuí, contou com a participação do secretário adjunto da Seapi

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Secretário Adjunto da Seapi, Márcio Madalena, no Milk Summit
Secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, participa do Milk Summit Brazil, em Ijuí - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
Por Ascom Seapi

A rastreabilidade individual de bovinos e sua importância para a qualidade da produção do setor da pecuária foram tema do ciclo de palestras desta quarta-feira (15/10) no Milk Summit Brazil, em Ijuí. O assunto foi apresentado pelo secretário adjunto da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena. Ele destacou os avanços do Rio Grande do Sul na implementação do sistema e o potencial do Estado para liderar o processo no país.

A rastreabilidade individual permite acompanhar todo o ciclo de vida do animal — do nascimento ao abate — por meio de um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico. O sistema reúne informações sobre raça, idade, vacinação e movimentações, integradas a uma base de dados oficial, o que assegura maior controle sanitário, transparência e segurança na produção. “O Rio Grande do Sul tem condições de ser pioneiro na adoção da rastreabilidade, o que trará mais segurança sanitária e agregará valor aos produtos de origem animal”, ressaltou Madalena.

O secretário adjunto explicou que o Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com participação dos estados e entidades representativas do setor, prevê um cronograma de sete anos para adaptação, com adoção obrigatória a partir de 2032. No Rio Grande do Sul, o projeto vem sendo aprimorado por um grupo de trabalho da Seapi e o projeto piloto foi lançado durante a Expointer.

Sec Adjunto da Seapi, Márcio Madalena, destacou os avanços do Rio Grande do Sul na implementação do sistema de rastreabilidade bovina
Sec. adjunto da Seapi, Márcio Madalena, destacou os avanços do RS na implementação do sistema de rastreabilidade bovina - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Expansão da rastreabilidade e facilidade para o produtor

Em 2024, o Estado deu início à identificação individual de bovinos em uma propriedade da Seapi em Hulha Negra. Com o projeto piloto, foram 395 animais rastreados e se avaliou novas tecnologias, como a biometria nasal QR. Para 2025, a iniciativa está sendo expandida para 50 propriedades privadas de diferentes regiões e sistemas de produção — leite, corte, ciclo completo e terminação — com o objetivo de implantar a rastreabilidade total, do nascimento ao final da vida do animal.

Entre os benefícios para o produtor, o sistema deve facilitar a gestão de rebanhos, reforçar o controle sanitário, prevenir furtos e agregar valor à produção, especialmente em mercados que exigem comprovação de origem. Além disso, permitirá a valorização ambiental do bioma Pampa e o reconhecimento da pecuária gaúcha como modelo sustentável. “Queremos construir, junto com toda a cadeia produtiva, um sistema sólido e confiável, que ofereça ferramentas práticas ao produtor e fortaleça a competitividade do setor”, concluiu Madalena.

Desde 2017, a CCGL já faz a rastreabilidade de bovinos de leite. Com isso, são 128.914 animais rastreados e 1.187 propriedades rurais.

Os debates sobre rastreabilidade integraram o segundo e último dia da programação do Milk Summit Brazil 2025, primeiro evento voltado à cadeia láctea no Estado. Promovido pela Seapi, por meio do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul (Fundoleite), o encontro reuniu produtores, pesquisadores, empresas e entidades em um espaço de diálogo e articulação para o fortalecimento da produção leiteira gaúcha.

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