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Projeto Reflora identifica matrizes de espécies florestais nativas em Maquiné

Iniciativa para recomposição da flora nativa no RS está em fase de identificação das matrizes para produção de mudas

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Projeto está em fase de identificação de árvores matrizes que serão utilizadas para a produção de mudas
Projeto está em fase de identificação de árvores matrizes que serão utilizadas para a produção de mudas - Foto: Fernando Dias
Por Elaine Pinto

A equipe do Projeto Reflora esteve nesta quarta-feira (7/1) no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa da Agricultura Familiar (Ceafa), em Maquiné, unidade do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). A visita teve por objetivo identificar matrizes de espécies florestais nativas que integram o projeto.

No centro de pesquisa em Maquiné, a equipe do Reflora identificou matrizes de espécies como canjerana, angico-vermelho, cedro, timbaúva, açoita-cavalo, além de frutíferas nativas como araçá-vermelho, guaviroba e goiabeira-serrana.

“As frutíferas nativas são consideradas um grupo-chave para a restauração ambiental, pois seus frutos atraem a fauna, favorecendo a dispersão de sementes nas áreas. Além disso, a produção de frutos pode gerar renda adicional, aumentando a rentabilidade do produtor rural gaúcho”, explica Jackson Brilhante, coordenador do projeto pela Seapi e responsável pelo Plano ABC+ RS.

Contribuições de Maquiné

A goiabeira-serrana vem sendo estudada no centro de pesquisa em Maquiné há 12 anos
A goiabeira-serrana vem sendo estudada no centro de pesquisa em Maquiné há 12 anos - Foto: Fernando Dias

Além de ter sofrido com as enchentes de 2023 e 2024, Maquiné também conta com o histórico de pesquisas do Ceafa na temática agroflorestal, com estudos sobre a palmeira juçara e a goiabeira-serrana. “O centro de pesquisa possui materiais genéticos selecionados de goiabeira-serrana, que serão disponibilizados para o Reflora”, conta o pesquisador Rodrigo Favreto.

A visita foi acompanhada pelo coordenador operacional do Reflora pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Diego Balestrin. A técnica de enxertia desenvolvida pela universidade mineira, a ser aplicada no Reflora, reduz o tempo de florescimento das mudas florestais, levando entre cinco e oito anos, enquanto o tempo normal é de 20 a 30 anos. 

“Conhecendo a área do Ceafa em Maquiné e avaliando as possibilidades, prospectamos alguns possíveis apoios no que tange a coleta e produção de mudas a partir de materiais florestais já selecionados, principalmente espécies frutíferas nativas de elevada produtividade. Também avaliamos a possibilidade de implantação de um pomar de diversidade para backup genético das espécies que serão trabalhadas pelo projeto Reflora”, detalha Balestrin.

Sobre o Projeto Reflora

Lançado em março de 2025, o Projeto Reflora visa recuperar a flora nativa do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes de maio de 2024. A iniciativa do governo é realizada por meio da Seapi e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em conjunto com a CMPC, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a UFV e as instituições de ensino gaúchas UFRGS, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC-RS) e Universidade em Santa Cruz do Sul (Unisc). 

O projeto está, atualmente, em fase de identificação das matrizes. Já foram marcados aproximadamente 140 indivíduos de 29 espécies florestais nativas, distribuídas em oito municípios: Porto Alegre, Eldorado do Sul, São Jerônimo, Montenegro, Taquari, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Santa Maria. Nos próximos meses, será feita a coleta a campo de algumas matrizes para efetivamente realizar as enxertias nas mudas.

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