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Fiscais da Secretaria da Agricultura finalizam o monitoramento de pragas na cultura do tabaco na safra 21/22

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Fiscais da Secretaria da Agricultura, sob a orientação do Mapa, monitoram as pragas orobanche e mofo-azul na cultura do tabaco
Fiscais da Secretaria da Agricultura, sob a orientação do Mapa, monitoram as pragas orobanche e mofo-azul na cultura do tabaco - Foto: Divulgação/Seapdr

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) finalizou o monitoramento das pragas orobanche e mofo-azul na cultura do tabaco, referente à safra 21/22, em 320 cultivos de 50 municípios gaúchos. Os fiscais estaduais agropecuários do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) realizaram as inspeções entre os meses de setembro e março.

O trabalho de monitoramento destas pragas e a certificação fitossanitária realizados pela Secretaria, sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), permite a exportação de tabaco com segurança, demonstrando a qualidade do produto gaúcho.

As pragas

O Orobanche spp. é uma planta considerada como Praga Quarentenária Ausente no Brasil, sendo uma parasita muito agressiva e de difícil controle, capaz de causar grande prejuízo à produção e à comercialização de produtos agrícolas. Foram monitorados 269 cultivos de tabaco, não sendo encontrada nenhuma evidência da presença desta praga.

Já o mofo-azul é uma doença causada pelo fungo Peronospora tabacina, que é favorecido por condições de alta umidade e temperaturas relativamente baixas. Os estados do sul do Brasil apresentam as condições propícias para o desenvolvimento da doença. Embora não seja uma praga quarentenária, é um fungo que não ocorre na China, que é um dos países que mais importam tabaco gaúcho. O acordo bilateral entre o Brasil e a China prevê que todo o tabaco exportado deve estar livre deste fungo e todas as empresas que desejam exportar o tabaco devem obedecer aos procedimentos estabelecidos na Instrução Normativa 3/2012 do Mapa.

De acordo com Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, pelo protocolo deveriam ter sido inspecionados 312 cultivos de tabaco da safra 21/22 no Rio Grande do Sul, mas a Secretaria da Agricultura inspecionou 320 cultivos. Uma amostra foi coletada com suspeita da presença do fungo, sendo enviada ao laboratório de diagnóstico fitossanitário credenciado pelo Ministério da Agricultura. O resultado da análise foi negativo para a praga Peronospora tabacina.

O tabaco ocupa o 2º lugar em exportações no Rio Grande do Sul. Os principais destinos são Bélgica, China e Estados Unidos. 70 mil famílias produzem 283,48 mil toneladas em uma área de 123,14 mil hectares, segundo dados de 2020 da Radiografia da Agropecuária Gaúcha.

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