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Secretaria da Agricultura participa do 4º Seminário de Bovinocultura de Leite em Boa Vista das Missões

A pesquisadora Adriana Tarouco abordou o estresse térmico que afeta o gado leiteiro

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Foto: Divulgação/Seapi
Por Darlene Silveira

A médica veterinária e pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi), Adriana Tarouco, participou do 4º Seminário de Bovinocultura de Leite, em Boa Vista das Missões, nesta quarta-feira (28/10). A promoção foi do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS) e Sistema Farsul, com apoio do Sindicato Rural de Palmeira das Missões (SRPM).

O evento abordou temas como mercado de leite, sucessão familiar, bem-estar animal e teve apresentação de cases de sucesso da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-RS no município.

Adriana apresentou a palestra “Estresse térmico: problema para o rebanho leiteiro do RS?”. Ela explicou como o estresse térmico está afetando o rebanho leiteiro do Rio Grande do Sul para produtores de leite das regiões do Planalto Médio e Alto e Médio do Vale do Uruguai assistidos por técnicos do Senar-RS.

De acordo com a pesquisadora, o estresse térmico é um desafio crescente para a bovinocultura de leite. “Citando o autor Thornton e outros, no cenário de emissões de gases de efeito estufa muito altas, os bovinos expostos a calor extremo passariam de oito dias por ano em 2000, para cerca de 69 dias em 2090. Isso atingiria mais de 60% do rebanho mundial”, alertou Adriana.

Segundo ela, o calor reduz a fertilidade e a produção de leite. “A taxa de prenhez pode cair de 40, 60% para 10, 20% no período quente. A perda estimada de leite chega a 3,9 quilos por vaca/dia com Índice de Conforto Térmico (ITU) entre 80 e 89”, esclareceu a pesquisadora.

“No Rio Grande do Sul, o risco varia conforme a região e a estação. O verão tem a maior exposição: em média, 41% das horas ficam em estresse leve a moderado. Nas regiões mais afetadas, como Baixo Vale do Uruguai, Vale do Uruguai e Missioneira, o ITU máximo chegou a 87,0. No outono e na primavera, o tempo em estresse aumentou de 2022 a 2024. O inverno teve baixo risco de calor nas dez regiões em 2026, mas exige proteção contra o frio”, complementou Adriana.

Conforme a pesquisadora, as recomendações combinam sombra, ventilação e resfriamento, alimentação em horários frescos, água em abundância (50 a 60 litros por unidade animal/dia) e cuidados com vacas secas e novilhas. “O monitoramento deve unir índices como o ITU à observação do rebanho, com orientação técnica”, concluiu.

Quem quiser calcular o ITU e saber quais são as faixas de conforto térmico pode acessar a ferramenta BovConfort em https://bovconfort.vercel.app/

Cases de sucesso

Durante a tarde, foram apresentados cases de sucesso da ATeG do Senar-RS.O objetivo foi demonstrar resultados concretos e aplicáveis no campo. Produtores rurais, acompanhados por seus técnicos, compartilharam experiências reais sobre gestão, sistemas produtivos eficientes e estratégias que garantem maior lucratividade no negócio do leite.

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