Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação

Início do conteúdo

Fórum em Pelotas debate prevenção e desafios para manter o RS livre de febre aftosa

Evento abordou cenário sanitário, biosseguridade e responsabilidade compartilhada durante a Expofeira

Publicação:

WhatsApp Image 2026 10 09 at 11 24 46
Antes do encerramento da programação, os painelistas responderam às dúvidas e perguntas do público - Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi
Por Elstor Hanzen/ Ascom Seapi

A manutenção do status sanitário do Rio Grande do Sul como zona livre de febre aftosa sem vacinação depende da vigilância, da adoção de medidas de prevenção nas propriedades rurais e da atuação conjunta dos diferentes elos da cadeia produtiva. O tema foi debatido nesta sexta-feira (9/10), durante o VI Fórum Estadual de Febre Aftosa, realizado na Arena da Conferência da 100ª Expofeira de Pelotas.

 Promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), o encontro reuniu produtores, profissionais da área, representantes de entidades e lideranças do setor agropecuário. O encontro abordou o cenário internacional da doença, os desafios para o Brasil, as medidas de biosseguridade e a participação dos diferentes setores na defesa sanitária.

 O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, destacou a importância do fórum para a sanidade da pecuária gaúcha. “O encontro ocorre em um momento simbólico para a defesa sanitária animal, diante dos desafios recentes enfrentados no combate a focos de gripe aviária, por exemplo. Esse cenário reforça a importância da vigilância nas fronteiras e nas propriedades rurais e do compromisso de todos com o tema”, ressaltou na abertura do evento. A programação na íntegra está disponível neste link.

WhatsApp Image 2026 10 09 at 09 30 05
secretário da Agricultura Márcio Madalena participou do encontro e fez a abertura do evento - Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi

Prevenção e biosseguridade

A abertura das apresentações técnicas ficou a cargo do médico-veterinário Diego Viali dos Santos, do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (Panaftosa), que apresentou o cenário mundial da doença e os principais desafios para o Brasil.

“Fortalecer a prevenção, a vigilância, a detecção precoce e a capacidade de resposta rápida é fundamental diante da atual realidade sanitária brasileira”, enfatizou. Segundo Viali, o produtor tem papel central na vigilância, pois pode identificar sinais suspeitos e comunicá-los imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial. “A proteção do status sanitário é uma responsabilidade de toda a cadeia produtiva e fundamental para preservar a produção, o comércio, a renda e os empregos”, completou.

WhatsApp Image 2026 10 09 at 10 33 36
Diego Viali dos Santos, do Panaftosa, apresentou o cenário mundial da doença e os principais desafios para o Brasil - Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi

Na sequência, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Ligia Cantarelli Pegoraro abordou as medidas de biosseguridade na pecuária e seus impactos na sanidade dos rebanhos e na Saúde Única, conceito que integra as saúdes animal, humana e ambiental.

“A biosseguridade é essencial para prevenir a entrada e a disseminação de agentes causadores de doenças nos rebanhos. Medidas como testes sanitários antes da compra de animais, quarentena, controle de acesso, higiene e desinfecção reduzem os riscos, as perdas produtivas e os custos da atividade. Essas práticas contribuem para a segurança dos alimentos e a saúde pública, além de favorecer a sustentabilidade e a rentabilidade das propriedades”, explicou a pesquisadora.

WhatsApp Image 2026 10 09 at 10 38 00
Pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Ligia Cantarelli Pegoraro tratou das medidas de biosseguridade - Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi

Responsabilidade compartilhada

O último painel foi conduzido pelo presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, que abordou a participação de produtores, profissionais, entidades, empresas, agroindústrias e poder público na defesa sanitária animal.

“A defesa sanitária animal é uma responsabilidade compartilhada, e o papel do produtor é fundamental. É ele que está perto do rebanho e pode identificar suspeitas e informar ao Serviço Veterinário Oficial. Essa atuação precisa ter resposta do Serviço Veterinário Oficial, das entidades e das agroindústrias”, ressaltou Kerber.

WhatsApp Image 2026 10 09 at 10 33 35
Presidente do Fundesa Rogério Kerber abordou as responsabilidade de todos na defesa sanitária animal - Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi

O presidente também lembrou que o Fundesa foi criado em 2005 por sugestão do próprio setor produtivo. Após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, representantes da cadeia de proteína animal identificaram novamente a necessidade de fortalecer o fundo e propuseram uma nova modalidade de contribuição.

Vigilância permanente

O Rio Grande do Sul é reconhecido nacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação desde 2020 e, internacionalmente, desde 2021. A condição sanitária amplia as possibilidades de acesso a mercados, mas exige a manutenção de mecanismos de vigilância e controle para reduzir o risco de reintrodução do vírus.

No Estado, o Programa de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa-RS), coordenado pela Seapi, trabalha com ações de vigilância ativa e passiva, controle do trânsito de animais e monitoramento contínuo da condição sanitária dos rebanhos. Suspeitas de doenças vesiculares devem ser comunicadas imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial, permitindo a adoção de medidas de investigação e proteção.

O fórum reforçou a importância de manter produtores e demais integrantes da cadeia produtiva informados e preparados para identificar situações de risco e comunicar rapidamente qualquer suspeita. A atuação integrada é considerada fundamental para preservar a condição sanitária conquistada pelo Estado e a segurança da produção pecuária gaúcha

Mais notícias

Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação